segunda-feira, 20 de junho de 2011

Café Filosófio - Contribuições do pensador Carl Gustavo Jung e da teoria de gênero na compreensão da ética e das relações humanas no universo do trabalho e das organizações.

Palestra 01 – Contribuições do pensador Carl Augusto Jung (Ales Vrbata – Doutor em história e Mestre em filosofia Universidade de Praga – Tchecoslováquia)

"Aquilo que na vida tem sentido, mesmo sendo qualquer coisa de mínimo, prima sobre algo de grande, porém isento de sentido" (Carl Augusto Jung)


O PhD Ales Vrbata durante sua apresentação ressaltou a importância de Carl Augusto Jung (1975-1961), psicanalista suíço, para a construção do pensamento cientifico. As idéias de Jung foram bastante influenciadas pelas idéias Iluministas (século utópico) as quais estavam voltadas para crenças em progresso e reações aos valores (Romantismo).

Jung abordava a vida na sua totalidade para a construção dos seus trabalhos. As suas idéias surgiam de um inconsciente coletivo – lado subjetivo da realidade – manifestados através do romantismo mítico (religiões, mitologia). Segundo Ales Vrbata, para Jung a identidade do individuo não está no Ego e sim no seu inconsciente, onde encontra-se habitado um complexo psíquico de natureza misteriosa.

De acordo com o pensamento de Jung, o conhecimento do inconsciente é necessário para o entendimento do código moral coletivo, visando assim que as decisões sejam tomadas de forma autônoma e não impostas ao individuo.

O conflito do consciente, segundo Jung, surge a partir do conhecimento do inconsciente, onde se busca a compreensão da verdadeira obrigação social e a realidade do nosso interior.


Palestra 02 – Teoria de gênero (Msc. Sidnéia Pereira –Mestre em Gênero - Portugal)

A Msc. Sidnéia Pereira iniciou a sua apresentação tratando da construção da ética a partir do ambiente social e do principio do moralismo dentro do ser. A ética evidencia o bom modo de viver, já a moral trata-se da qualidade da ética (obediência as normas). Desta forma, Msc. Sidnéia ressalta as seguintes indagações à respeito dos códigos:

Podem ser mudados?

A quem compete mudá-los?

São universais?
O movimento feminista, assunto focado pela professora, expõe os propósitos voltados para a igualdade dos direitos civis, políticos e educacionais – não como iguais, mas como equivalentes, deixando para trás a condução patriarcal sobre suas vidas para ter direito ao próprio corpo. Olympe de Gouges, defensora da democracia e dos direitos das mulheres, na sua declaração dos seus direitos, desafiou a conduta injusta da autoridade masculina para reafirmar muitos dos direitos feministas em pleno século XVIII.  Segundo Olympe “a mulher tem o direito de montar o próprio palanque.”
Na condução da própria vida, a mulher tem a livre defesa argumentativa de escolher e decidir sobre sua própria opção de vida e não apenas viver a mercê das decisões masculinas, conquistando assim o seu espaço de acordo as suas competências, habilidades e atitudes.

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