Palestra 01 – Contribuições do pensador Carl Augusto Jung (Ales Vrbata – Doutor em história e Mestre em filosofia Universidade de Praga – Tchecoslováquia)
"Aquilo que na vida tem sentido, mesmo sendo qualquer coisa de mínimo, prima sobre algo de grande, porém isento de sentido" (Carl Augusto Jung)O PhD Ales Vrbata durante sua apresentação ressaltou a importância de Carl Augusto Jung (1975-1961), psicanalista suíço, para a construção do pensamento cientifico. As idéias de Jung foram bastante influenciadas pelas idéias Iluministas (século utópico) as quais estavam voltadas para crenças em progresso e reações aos valores (Romantismo).
Jung abordava a vida na sua totalidade para a construção dos seus trabalhos. As suas idéias surgiam de um inconsciente coletivo – lado subjetivo da realidade – manifestados através do romantismo mítico (religiões, mitologia). Segundo Ales Vrbata, para Jung a identidade do individuo não está no Ego e sim no seu inconsciente, onde encontra-se habitado um complexo psíquico de natureza misteriosa.
De acordo com o pensamento de Jung, o conhecimento do inconsciente é necessário para o entendimento do código moral coletivo, visando assim que as decisões sejam tomadas de forma autônoma e não impostas ao individuo.
O conflito do consciente, segundo Jung, surge a partir do conhecimento do inconsciente, onde se busca a compreensão da verdadeira obrigação social e a realidade do nosso interior.
Palestra 02 – Teoria de gênero (Msc. Sidnéia Pereira –Mestre em Gênero - Portugal)
A Msc. Sidnéia Pereira iniciou a sua apresentação tratando da construção da ética a partir do ambiente social e do principio do moralismo dentro do ser. A ética evidencia o bom modo de viver, já a moral trata-se da qualidade da ética (obediência as normas). Desta forma, Msc. Sidnéia ressalta as seguintes indagações à respeito dos códigos:
Podem ser mudados?
A quem compete mudá-los?
São universais?
O movimento feminista, assunto focado pela professora, expõe os propósitos voltados para a igualdade dos direitos civis, políticos e educacionais – não como iguais, mas como equivalentes, deixando para trás a condução patriarcal sobre suas vidas para ter direito ao próprio corpo. Olympe de Gouges, defensora da democracia e dos direitos das mulheres, na sua declaração dos seus direitos, desafiou a conduta injusta da autoridade masculina para reafirmar muitos dos direitos feministas em pleno século XVIII. Segundo Olympe “a mulher tem o direito de montar o próprio palanque.”
Na condução da própria vida, a mulher tem a livre defesa argumentativa de escolher e decidir sobre sua própria opção de vida e não apenas viver a mercê das decisões masculinas, conquistando assim o seu espaço de acordo as suas competências, habilidades e atitudes.

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